terça-feira, 9 de outubro de 2012
CAPITULO 4: O passeio
Eu queria passar mais tempo com Kelly, conhece-la melhor, então resolvi leva-la pra reserva e passar o dia com ela. Quando ela disse que iria pra academia quase pirei! Só de pensar nela com aquela roupa coladinha de ginastica e os caras a azarando-a meu sangue fervia. Já no carro pude ficar mais a vontade e logo dei um beijo carinhoso nela.
_ Você é perfeito sabia? –Ela disse com um largo sorriso. – Se tudo o que estou passando com você for um sonho eu não quero mais acordar.
_ Sou sua mais pura realidade, acostume-se com isso. –Eu disse dando a partida no carro.
Já na estrada ela estava perdida olhando a paisagem e pela cara dela não era algo legal.
_ Algum problema?
_ Você conhece um tal de Emmett?
_ Por quê? –Perguntei sem entender.
_ Não... É que eu o vi de longe e queria saber mais sobre ele.
_ Porque o interesse nele? –Perguntei enciumado e ela notou.
_ Nada demais mesmo. Não sei como ele descobriu meu Orkut e acabamos teclando ontem à noite.
_ Ele deu em cima de você? –Eu disse apertando minhas mãos no volante.
_ Tudo isso é ciúme? –Ela disse segurando uma risada.
_ Pra ser sincero sim. Não gosto de nenhum Cullen, eles são atraso de vida.
_ Caramba... Sua rixa é pela família toda?
_ Não gosto de cada um deles, mas tem um motivo.
_ Você quer falar sobre isso?
_ Claro, não tenho porque guardar segredos de você. –Eu fiz uma pequena pausa. – A Rosalie é muito metida, é uma patricinha de merda, vive humilhando os outros por causa de sua grana. A Alice é outra que só sabe falar em moda, homens, e dinheiro! Essa anãzinha de jardim fala pelos cotovelos, e vive se metendo em encrencas por causa disso. O Jasper é um morto vivo que não tem boca pra nada! Ele e a Alice são namorados, mas nem parece, é muito difícil ver eles juntos. O Emmett é um galinha de mão cheia! Vive dando em cima da mulherada na cara dura, nem respeita a Rosalie.
_ Pelo que ele me falou ontem, parece que eles terminaram.
_ Se ele mexer com você me avise. Ele é muito abusado.
_ Tudo bem, mas e o Edward? Deu pra perceber que ele não gosta que você se aproxime da Bella.
_ Bom, com ele o lance é mais complicado. –Eu disse ficando serio de repente.
_ Se você não quiser falar sobre isso tudo bem, eu vou entender.
_ Tudo bem. Eu conheço a Bella desde criança e sempre fomos amigos. Na época da separação de seus pais ela acabou indo embora de Forks com a mãe e quando estávamos no penúltimo ano ela voltou pra cá pra morar com o pai e nossa amizade ficou mais forte e acabamos ficando, mas aí ela teve uma briga feia com o pai dela, até a mãe dela apareceu por aqui na época e a levou embora, e não nos falamos mais. Fomos nos rever quando estávamos na faculdade, mas ela nunca me disse o motivo da sua partida, então quando ela voltou ela logo começou a namorar com o Edward. Ele é muito ciumento e não gosta que eu fale com ela.
_ Mas ele tem que entender que vocês tiveram um passado juntos.
_ Acho que ele tem medo de eu rouba-la dele, sei-lá.
_ E isso pode acontecer? –Ela disse fazendo bico.
_ Agora quem ta com ciúmes é você! –Eu disse rindo.
_ Claro, quero ter o direito de defender o que é meu, não é?
_ Ah... Agora eu sou seu?
_ E-eu... e-eu... –Ela disse toda atrapalhada.
_ É bom saber que estamos passando para o segundo estágio. –Eu disse com um largo sorriso.
_ Bom, mas o que faremos hoje?
_ Vou preparar um delicioso café da manhã pra nós e depois vamos nos exercitar juntos.
_ Seu pai vai estar lá?
_ Sim, por quê?
_ Sei-lá, ainda acho que ele não foi com a minha cara.
_ Relaxa. –Eu disse pegando sua mão. –Meu pai ficou daquele jeito ontem porque foi uma surpresa pra ele me ver com alguém, pois minha única namorada foi a Bella e de repente ele te vê lá. Ele gostou de você.
_ Mas nem conversamos!
_ Só o fato de eu estar com alguém e estar feliz é o que basta. Meu disse que você parece ser uma ótima pessoa e ele acertou. –Eu disse dando um beijo em sua mão.
Não demorou muito para que chegássemos em La Push e logo parei o carro.
_ Preparada?
_ Acho que sim.
Saímos do carro e notei que ela estava com um pouco de receio de entrar em casa, então peguei sua mão e a conduzi. Já dentro de casa ela se assustou com a almofada que me acertou em cheio.
_ Onde você estava, seu tosco!
_ Nossa!... –Ela disse dando um pulo.
_ Caraca! –Disse Embry. –Você é louco? Sequestrou uma deusa pra que? Pra pedir resgate é que não é!
_ Oi pra você também! –Eu disse jogando a almofada nele. –Amor, esse é Embry, um grande amigo meu. Embry essa é Kelly minha namorada.
_ Namorada? Você? –Disse ele rindo. –Você não está com a bola toda pra conseguir um mulherão desse! Aí moça, quer que eu o liberte do seu sequestrador? –Ele disse se dirigindo a Kelly.
_ Não... Obrigada. –Ela disse sorrindo.
_ Olha o respeito com ela. –Eu disse me aproximando dele e lhe dando um peteleco na cabeça. –O que você está fazendo aqui tão cedo?
_ O Quil me pediu pra te avisar que ele está te esperando lá na praia. Ele queria surfar antes de vocês irem pra Seattle.
_ Tudo bem. Agora vasa!
_ Ok. E você moça, tem certeza de que não quer minha ajuda?
_ Não, mas valeu.
Depois que ele saiu...
_ Não liga, ele é assim mesmo.
_ Todos seus amigos são divertidos assim?
_ Alguns são piores. –Eu disse rindo.
Sem perder tempo fui preparar nosso café da manhã, com ovos mexidos, frutas, suco, e bolo. Depois de nos alimentarmos bem, eu fui pro banheiro trocar de roupa e ela foi até meu quarto se trocar, ao sair tive a visão mais maravilhosa da minha vida. Kelly estava linda de roupa de ginastica e pra dizer a verdade muito gostosa.
_ Uau! –Disse boquiaberto.
_ Que foi?
_ Você está demais com essa roupa. Você tem certeza de que quer malhar? Podemos ficar aqui e...
_ Vamos logo. –Ela disse vermelha.
Depois de nos alongarmos, fizemos uma corrida até a praia. Ao chegarmos fizemos umas séries de abdominais, flexões e voltamos a correr na beira da praia. Estávamos em uma corrida leve quando Quil me chamou.
_ Oi, Jake. –Ele disse se aproximando.
_ Oi. Quil essa é Kelly, amor esse é meu amigo Quil.
_ Oi. –Kelly disse cumprimentando-o.
_ Oi. –Ele disse gentil. –Perdi alguma coisa? –Ele disse olhando pra mim.
_ Vamos pra Seattle depois do almoço.
_ Ok, eu só queria mesmo saber o horário, pois ainda tenho que ajudar minha mãe em casa.
_ Certo, mas você viu o Sam por aí?
_ Já foi pra oficina.
_ Se você o ver diz que mais tarde eu passo lá pra conversarmos.
_ Tudo bem. Tchau pra vocês. E foi um prazer conhece-la, Kelly.
_ O prazer foi meu.
Depois que ele saiu.
_ Simpático o seu amigo.
_ Ele é legal, somos amigos desde a infância.
_ Você volta em tempo para irmos pra festa né?
_ Que festa?
_ A Alice vai dar uma festa e...
_ Você quer ir mesmo a essa festa?
_ Quero fazer amizades, assim minha avó não fica no meu pé.
_ Tudo bem, passo na sua casa as oito, mas agora vamos continuar.
Eles correram mais um pouco e depois voltaram para a casa de Jacob. Ao entrarem...
_ Oi pai! –Eu disse fechando a porta.
_ Oi meu filho. –Ele disse se aproximando da gente. –Oi minha filha, como você está? –Ele perguntou sorrindo.
_ Bem e o senhor?
_ Estou bem, mas me chame de Billy.
_ Pai, a picape está tudo ok, e depois de almoço eu vou com o Quil comprar as peças que o Sam pediu.
_ Tudo bem.
_ Fica a vontade, eu vou lá na cozinha pegar suco pra nós. –Eu disse lhe dando um selinho e indo pra cozinha.
_ Sente-se.
_ Obrigada.
_ Ontem eu fiquei surpreso por ver meu filho com alguém. Ele gosta muito de você.
_ Eu também gosto dele. –Respondi um pouco sem graça.
_ E seu avô? Faz tempo que não o vejo!
_ Ele vive trancado no escritório e não adianta falar pra ele sair e se divertir um pouco.
_ Diz pra ele que o próximo final de semana eu vou pescar e espero ele aqui em casa.
_ Meu avô pescando? –Estranhei. –Essa eu quero ver. Nunca vi meu avô fazendo alguma coisa sem ser jogar tênis!
_ Ele é um ótimo pescador. –Billy disso rindo.
Assim que cheguei na sala vi meu pai e Kelly conversando animadamente. Logo servi os copos com o suco. Ficamos nós três conversando até que meu pai teve que sair.
_ Acho que vou embora.
_ Porque?
_ Quero tomar um banho, estou toda soada.
_ Deixa de frescura. –Eu disse me levantando do sofá e pegando-a no colo.
_ Jake! –Ela disse rindo. –O que você está fazendo?
_ Te levando pro banheiro.
Assim que a deixei dentro do banheiro, sai pra pegar uma toalha e sua bolsa e lhe entreguei.
_ Fique a vontade.
Assim que entreguei a toalha e a bolsa eu saí. Quinze minutos depois ela já estava na sala e se sentou no meu colo pra vermos tv.
_ Caramba, ta frio. –Ela disse se aconchegando em meus braços.
_ Deixa que eu te esquento. –Eu disse abraçando-a.
Nisso o celular dela começou a tocar e ela logo atendeu.
_ Oi Karina! –Ela disse feliz ao atender. –Tudo azul contigo?
_ Não, mas e você?
_ Por aqui está tudo rosa, mas o que ouve amiga?
_ O Gabriel que está doido pra saber onde você está. Ele até bateu no Jean pra saber onde você está.
_ Ele é louco? Mas como o Jean está? –Ela disse se sentando no meu colo.
_ Está hospitalizado, com duas costelas e o nariz quebrados.
_ Esse marginal é totalmente sem noção! Nunca fiquei com ele pra ele agir assim!
_ Ele está obcecado. Ele disse que vai te achar nem que for no inferno.
_ Você já avisou os meus pais?
_ Sim, eles estão preparados pra qualquer eventualidade.
_ Mas e a turma?
_ Todos bem. O Umberto aceitou ir pra clinica se tratar.
_ Que ótima noticia. O Umberto é gente boa, não sei como ele foi cair nessa cilada.
_ O que você acha? Foi o Gabriel que enfiou ele nessa roubada.
_ Não sei como a policia não pegou esse cara ainda.
_ A família dele é da policia, esqueceu?
_ Me esqueci desse detalhe.
_ Olha, só liguei pra avisar sobre o Jean, qualquer novidade eu entro em contato.
_ Falô flor, tchau.
Ao deligar o celular.
_ Que foi? –Perguntei preocupado.
_ Um grande amigo meu que apanhou por minha causa.
_ Como assim?
_ Eu te falei sobre o porque de eu vir pra Forks, esses meus amigos conheceram o Gabriel, um cara da pesada. Ele é traficante e acabou me conhecendo através dos meus amigos. O cara está obcecado por mim, então meus pais me mandaram pra cá, agora ele está igual a um louco me procurando. Bateu em um dos meus amigos pra ver se descobria o meu paradeiro.
_ Caramba. Mas não tem como esse cara chegar nos seus pais, né?
_ Não. Com certeza eles reforçaram a segurança. –Ela disse ficando triste.
_ Que foi amor? –Eu disse passando a mão em seu rosto.
_ Estou feliz por um dos meus amigos querer se tratar, mas os outros...
_ Um dia eles vão perceber que entraram numa furada.
_ Tomara. –Ela disse me abraçando.
Ficamos ali juntinhos até a hora do almoço. Nós dois fomos pra cozinha fazer algo para comermos, e depois que terminamos, arrumamos a louça do almoço. Como eu tive que ir pra Seattle fui leva-la em casa. Eu realmente não queria ir, mas eu tinha que ir para comprar as peças para a oficina. Depois de nos despedirmos voltei para La Push, pois ainda tinha que pegar Quil.
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