terça-feira, 9 de outubro de 2012
CAPITULO 5: A festa-Parte 1
Eu realmente tinha me divertido aquela manhã, ficar com Jake era divertido, pois ele sabe como alegrar uma pessoa. Assim que entrei em casa, ouvi a voz da minha avó vinda do escritório e fui lá falar com ela.
_ Com licença. –Eu disse batendo na porta. –Posso entrar?
_ Claro minha filha. –Ela disse ao telefone. –Não se preocupe Carlisle ela estará pronta no horário. –Ela disse desligando. –Oi minha princesinha, como você está? –Ela disse se levantando e vindo me dar um beijo.
_ Bem e a senhora?
_ Estou ótima, mas me conta... O que Jacob Black estava fazendo aqui tão cedo?
_ Fomos nos exercitar juntos.
_ Vocês estão tendo um caso? –Ela perguntou seriamente.
_ Hum! –Dei de desentendida. –Como assim?
_ Como vocês jovens dizem... Estão ficando?
_ Ah... Porque? Não posso ficar com ele?
_ Espero que não seja nada sério. –Ela disse com um largo sorriso.
_ Ele é meu amigo. –Menti lembrando do que meu avô tinha dito. –Ainda estamos nos conhecendo, se futuramente rolar alguma coisa...
_ Bom, hoje terá uma festa na mansão dos Cullen e nós vamos.
_ Eu sei, a Alice me convidou.
_ Ótimo. Nós também vamos, mas você irá com o Emmett Cullen, ele me fez o pedido hoje lá no hospital, não vejo mal algum você ir com ele.
_ Não sei se é uma boa ideia ir com ele. Já fiquei sabendo que ele não presta.
_ Esse povo fala demais, sem contar que ele é um ótimo partido. Ele me disse que está interessado em você. Vai me dizer que ele não é bonitão?
_ Eu não o conheço pessoalmente. Mas eu já tenho quem me leve à festa.
_ Querida... Aprenda com a vovó... Jacob Black é momento... Emmett Cullen é futuro garantido. –Ela disse me abraçando.
_ Eu não vejo por esse lado vovó.
_ O que o Black pode te oferecer? Deus me livre ver você casada com ele e vivendo lá na reserva, criando um monte de filhos... Você está sendo educada para conseguir um príncipe, querida, que possa te dar de tudo.
_ E creio que esse príncipe seja Emmett Cullen?
_ Com certeza! Ele é o melhor partido da cidade! Agora vamos.
_ Pra onde?
_ Comprar uma roupa linda pra você usar na festa. Não quero ver você vestida de qualquer jeito.
Nem bem cheguei e já tive que sair com minha avó. Pensei que iriamos nas lojas daqui de Forks, mas quando dei por mim já estava em Seattle. Fiquei realmente apavorada por encontrar Jake por lá, pois como eu iria falar com ele com minha avó do lado? Eu não queria ver ela o maltratando só porque é pobre. Fomos direto ao shopping e já sabendo como é minha avó, logo tratei de avisa-la.
_ Vovó, por favor, eu não quero ir vestida igual a uma boneca.
_ Não se preocupe querida, quero que a mulher forte que há em você seja vista por todos essa noite.
Ao ouvir as palavras de minha avó fiquei assustada com o que ela tinha em mente, pois eu não queria parecer vulgar. Fomos a várias lojas de roupa e finalmente ela escolheu um vestido de seda, um pouco curta e que valorizava meus dotes femininos, um casaco preto no mesmo comprimento do vestido e na loja de sapatos ela optou por um salto fino alto preto discreto.
Já na joalheria ela comprou um par de brincos de diamantes e um colar, porem discretos. Depois das compras fomos ao cabelereiro fazer unhas, e cabelos e isso tomou o dia todo. Já no finalzinho da tarde fomos tomar um café e nisso meu celular toca.
_ Oi. –Eu disse com largo sorriso.
_ Oi amor, como você está?
_ Bem e você? –Eu disse me virando na cadeira.
_ Estou bem, mas o que você está fazendo de bom?
_ Agora estou tomando um café com minha avó depois de uma maratona de compras e horas intermináveis no salão.
_ Tudo isso pra festa da anã?
_ Sim, mas eu fiz isso pra você.
_ Quem é? –Perguntou minha avó seriamente.
_ Bom, eu te liguei pra dizer que nos encontraremos na festa.
_ Porque, algum problema?
_ É que eu ainda não consegui achar todas as peças e preciso acha-las para levar pra oficina.
_ Tudo bem, nos encontraremos lá.
_ Beijo amor.
_ Outro, tchau.
Assim que desliguei...
_ Era o Black?
_ Um amigo.
_ Que amigo?
_ Vamos? Se não vamos atrasar pra festa e eu não quero deixar o Emmett me esperando.
Vendo que eu não iria falar nada, minha avó pagou a conta e logo fomos embora. Durante a volta pra casa puxei vários assuntos com minha avó, para que não houvesse tempo dela perguntar algo sobre Jake.
Assim que chegamos eu logo fui tomar um delicioso banho de banheira, eu queria estar linda pro Jake. Ao terminar o banho, peguei minha maleta de maquiagem e fui me sentar na frente do espelho, eu queria caprichar no visual. Optei por uma maquiagem básica e ressaltei bem meus olhos. Depois da maquiagem, passei um creme no corpo e fui me vestir.
Depois de pronta eu passei meu melhor perfume, eu queria provocar Jake aquela noite. Eu ainda estava me arrumando quando a campainha tocou e quando finalmente desci Emmett estava na sala conversando com minha avó.
_ Nossa filha, você está linda. –Meu avô disse com um largo sorriso.
_ Obrigada vovô, o senhor também está lindo.
_ A sua avó não toma jeito... Já arrumou companhia pra você?
_ E adianta falar com a vovó?
_ E o Jake?
_ Vamos nos encontrar na festa.
_ Sua avó ficará em cima de você.
_ Eu sei como enganar a vovó.
_ Pode contar comigo.
Logo meu avô pegou em minha mão e me conduziu até a sala de Estar. Assim que entrei Emmett se calou e minha avó olhou o porque do silêncio dele.
_ Nossa! –Ele disse engolindo em seco.
_ Você está linda, minha filha. –Disse minha avó.
_ O-oi Kelly. –Emmett disse abobalhado.
_ Oi. –Respondi sem graça.
_ Você se supera a cada dia. –Ele disse pegando em minha mão e dando um beijo nela.
_ Acho que agora podemos ir. –Disse meu avô.
Meus avós foram em um carro e eu e Emmett fomos em outro. Já a caminho de sua casa...
_ Você está realmente linda.
_ Obrigada. –Eu disse um pouco envergonhada. –Você está lindo também.
_ Mas e aí, checou o e-mail?
_ Desculpe, mas não tive tempo. Minha avó me fez fazer compras com ela hoje e durou a tarde toda.
_ Tudo bem, não esquenta.
_ Olha eu não quero rolo pro meu lado.
_ Do que você está falando?
_ Da Rosalie.
_ Relaxa gata! Ela não vai fazer nada contra você! Mas e o Black?
_ Ele foi pra Seattle resolver alguns problemas, mas ele vai pra festa também.
Durante todo o trajeto conversamos animadamente. Emmett é um cara super alto astral e realmente sabe fazer uma rir. Nem dava pra acreditar que um cara daquele tamanho curtisse Bob Esponja. Ele era muito hilário e me fez rir o percurso todo até sua casa. Assim que chegamos, ele logo foi abrindo a porta do carro pra mim e pegou em minha mão para me conduzir até a mansão. Logo avistei o pessoal e fomos falar com eles.
CAPITULO 4: O passeio
Eu queria passar mais tempo com Kelly, conhece-la melhor, então resolvi leva-la pra reserva e passar o dia com ela. Quando ela disse que iria pra academia quase pirei! Só de pensar nela com aquela roupa coladinha de ginastica e os caras a azarando-a meu sangue fervia. Já no carro pude ficar mais a vontade e logo dei um beijo carinhoso nela.
_ Você é perfeito sabia? –Ela disse com um largo sorriso. – Se tudo o que estou passando com você for um sonho eu não quero mais acordar.
_ Sou sua mais pura realidade, acostume-se com isso. –Eu disse dando a partida no carro.
Já na estrada ela estava perdida olhando a paisagem e pela cara dela não era algo legal.
_ Algum problema?
_ Você conhece um tal de Emmett?
_ Por quê? –Perguntei sem entender.
_ Não... É que eu o vi de longe e queria saber mais sobre ele.
_ Porque o interesse nele? –Perguntei enciumado e ela notou.
_ Nada demais mesmo. Não sei como ele descobriu meu Orkut e acabamos teclando ontem à noite.
_ Ele deu em cima de você? –Eu disse apertando minhas mãos no volante.
_ Tudo isso é ciúme? –Ela disse segurando uma risada.
_ Pra ser sincero sim. Não gosto de nenhum Cullen, eles são atraso de vida.
_ Caramba... Sua rixa é pela família toda?
_ Não gosto de cada um deles, mas tem um motivo.
_ Você quer falar sobre isso?
_ Claro, não tenho porque guardar segredos de você. –Eu fiz uma pequena pausa. – A Rosalie é muito metida, é uma patricinha de merda, vive humilhando os outros por causa de sua grana. A Alice é outra que só sabe falar em moda, homens, e dinheiro! Essa anãzinha de jardim fala pelos cotovelos, e vive se metendo em encrencas por causa disso. O Jasper é um morto vivo que não tem boca pra nada! Ele e a Alice são namorados, mas nem parece, é muito difícil ver eles juntos. O Emmett é um galinha de mão cheia! Vive dando em cima da mulherada na cara dura, nem respeita a Rosalie.
_ Pelo que ele me falou ontem, parece que eles terminaram.
_ Se ele mexer com você me avise. Ele é muito abusado.
_ Tudo bem, mas e o Edward? Deu pra perceber que ele não gosta que você se aproxime da Bella.
_ Bom, com ele o lance é mais complicado. –Eu disse ficando serio de repente.
_ Se você não quiser falar sobre isso tudo bem, eu vou entender.
_ Tudo bem. Eu conheço a Bella desde criança e sempre fomos amigos. Na época da separação de seus pais ela acabou indo embora de Forks com a mãe e quando estávamos no penúltimo ano ela voltou pra cá pra morar com o pai e nossa amizade ficou mais forte e acabamos ficando, mas aí ela teve uma briga feia com o pai dela, até a mãe dela apareceu por aqui na época e a levou embora, e não nos falamos mais. Fomos nos rever quando estávamos na faculdade, mas ela nunca me disse o motivo da sua partida, então quando ela voltou ela logo começou a namorar com o Edward. Ele é muito ciumento e não gosta que eu fale com ela.
_ Mas ele tem que entender que vocês tiveram um passado juntos.
_ Acho que ele tem medo de eu rouba-la dele, sei-lá.
_ E isso pode acontecer? –Ela disse fazendo bico.
_ Agora quem ta com ciúmes é você! –Eu disse rindo.
_ Claro, quero ter o direito de defender o que é meu, não é?
_ Ah... Agora eu sou seu?
_ E-eu... e-eu... –Ela disse toda atrapalhada.
_ É bom saber que estamos passando para o segundo estágio. –Eu disse com um largo sorriso.
_ Bom, mas o que faremos hoje?
_ Vou preparar um delicioso café da manhã pra nós e depois vamos nos exercitar juntos.
_ Seu pai vai estar lá?
_ Sim, por quê?
_ Sei-lá, ainda acho que ele não foi com a minha cara.
_ Relaxa. –Eu disse pegando sua mão. –Meu pai ficou daquele jeito ontem porque foi uma surpresa pra ele me ver com alguém, pois minha única namorada foi a Bella e de repente ele te vê lá. Ele gostou de você.
_ Mas nem conversamos!
_ Só o fato de eu estar com alguém e estar feliz é o que basta. Meu disse que você parece ser uma ótima pessoa e ele acertou. –Eu disse dando um beijo em sua mão.
Não demorou muito para que chegássemos em La Push e logo parei o carro.
_ Preparada?
_ Acho que sim.
Saímos do carro e notei que ela estava com um pouco de receio de entrar em casa, então peguei sua mão e a conduzi. Já dentro de casa ela se assustou com a almofada que me acertou em cheio.
_ Onde você estava, seu tosco!
_ Nossa!... –Ela disse dando um pulo.
_ Caraca! –Disse Embry. –Você é louco? Sequestrou uma deusa pra que? Pra pedir resgate é que não é!
_ Oi pra você também! –Eu disse jogando a almofada nele. –Amor, esse é Embry, um grande amigo meu. Embry essa é Kelly minha namorada.
_ Namorada? Você? –Disse ele rindo. –Você não está com a bola toda pra conseguir um mulherão desse! Aí moça, quer que eu o liberte do seu sequestrador? –Ele disse se dirigindo a Kelly.
_ Não... Obrigada. –Ela disse sorrindo.
_ Olha o respeito com ela. –Eu disse me aproximando dele e lhe dando um peteleco na cabeça. –O que você está fazendo aqui tão cedo?
_ O Quil me pediu pra te avisar que ele está te esperando lá na praia. Ele queria surfar antes de vocês irem pra Seattle.
_ Tudo bem. Agora vasa!
_ Ok. E você moça, tem certeza de que não quer minha ajuda?
_ Não, mas valeu.
Depois que ele saiu...
_ Não liga, ele é assim mesmo.
_ Todos seus amigos são divertidos assim?
_ Alguns são piores. –Eu disse rindo.
Sem perder tempo fui preparar nosso café da manhã, com ovos mexidos, frutas, suco, e bolo. Depois de nos alimentarmos bem, eu fui pro banheiro trocar de roupa e ela foi até meu quarto se trocar, ao sair tive a visão mais maravilhosa da minha vida. Kelly estava linda de roupa de ginastica e pra dizer a verdade muito gostosa.
_ Uau! –Disse boquiaberto.
_ Que foi?
_ Você está demais com essa roupa. Você tem certeza de que quer malhar? Podemos ficar aqui e...
_ Vamos logo. –Ela disse vermelha.
Depois de nos alongarmos, fizemos uma corrida até a praia. Ao chegarmos fizemos umas séries de abdominais, flexões e voltamos a correr na beira da praia. Estávamos em uma corrida leve quando Quil me chamou.
_ Oi, Jake. –Ele disse se aproximando.
_ Oi. Quil essa é Kelly, amor esse é meu amigo Quil.
_ Oi. –Kelly disse cumprimentando-o.
_ Oi. –Ele disse gentil. –Perdi alguma coisa? –Ele disse olhando pra mim.
_ Vamos pra Seattle depois do almoço.
_ Ok, eu só queria mesmo saber o horário, pois ainda tenho que ajudar minha mãe em casa.
_ Certo, mas você viu o Sam por aí?
_ Já foi pra oficina.
_ Se você o ver diz que mais tarde eu passo lá pra conversarmos.
_ Tudo bem. Tchau pra vocês. E foi um prazer conhece-la, Kelly.
_ O prazer foi meu.
Depois que ele saiu.
_ Simpático o seu amigo.
_ Ele é legal, somos amigos desde a infância.
_ Você volta em tempo para irmos pra festa né?
_ Que festa?
_ A Alice vai dar uma festa e...
_ Você quer ir mesmo a essa festa?
_ Quero fazer amizades, assim minha avó não fica no meu pé.
_ Tudo bem, passo na sua casa as oito, mas agora vamos continuar.
Eles correram mais um pouco e depois voltaram para a casa de Jacob. Ao entrarem...
_ Oi pai! –Eu disse fechando a porta.
_ Oi meu filho. –Ele disse se aproximando da gente. –Oi minha filha, como você está? –Ele perguntou sorrindo.
_ Bem e o senhor?
_ Estou bem, mas me chame de Billy.
_ Pai, a picape está tudo ok, e depois de almoço eu vou com o Quil comprar as peças que o Sam pediu.
_ Tudo bem.
_ Fica a vontade, eu vou lá na cozinha pegar suco pra nós. –Eu disse lhe dando um selinho e indo pra cozinha.
_ Sente-se.
_ Obrigada.
_ Ontem eu fiquei surpreso por ver meu filho com alguém. Ele gosta muito de você.
_ Eu também gosto dele. –Respondi um pouco sem graça.
_ E seu avô? Faz tempo que não o vejo!
_ Ele vive trancado no escritório e não adianta falar pra ele sair e se divertir um pouco.
_ Diz pra ele que o próximo final de semana eu vou pescar e espero ele aqui em casa.
_ Meu avô pescando? –Estranhei. –Essa eu quero ver. Nunca vi meu avô fazendo alguma coisa sem ser jogar tênis!
_ Ele é um ótimo pescador. –Billy disso rindo.
Assim que cheguei na sala vi meu pai e Kelly conversando animadamente. Logo servi os copos com o suco. Ficamos nós três conversando até que meu pai teve que sair.
_ Acho que vou embora.
_ Porque?
_ Quero tomar um banho, estou toda soada.
_ Deixa de frescura. –Eu disse me levantando do sofá e pegando-a no colo.
_ Jake! –Ela disse rindo. –O que você está fazendo?
_ Te levando pro banheiro.
Assim que a deixei dentro do banheiro, sai pra pegar uma toalha e sua bolsa e lhe entreguei.
_ Fique a vontade.
Assim que entreguei a toalha e a bolsa eu saí. Quinze minutos depois ela já estava na sala e se sentou no meu colo pra vermos tv.
_ Caramba, ta frio. –Ela disse se aconchegando em meus braços.
_ Deixa que eu te esquento. –Eu disse abraçando-a.
Nisso o celular dela começou a tocar e ela logo atendeu.
_ Oi Karina! –Ela disse feliz ao atender. –Tudo azul contigo?
_ Não, mas e você?
_ Por aqui está tudo rosa, mas o que ouve amiga?
_ O Gabriel que está doido pra saber onde você está. Ele até bateu no Jean pra saber onde você está.
_ Ele é louco? Mas como o Jean está? –Ela disse se sentando no meu colo.
_ Está hospitalizado, com duas costelas e o nariz quebrados.
_ Esse marginal é totalmente sem noção! Nunca fiquei com ele pra ele agir assim!
_ Ele está obcecado. Ele disse que vai te achar nem que for no inferno.
_ Você já avisou os meus pais?
_ Sim, eles estão preparados pra qualquer eventualidade.
_ Mas e a turma?
_ Todos bem. O Umberto aceitou ir pra clinica se tratar.
_ Que ótima noticia. O Umberto é gente boa, não sei como ele foi cair nessa cilada.
_ O que você acha? Foi o Gabriel que enfiou ele nessa roubada.
_ Não sei como a policia não pegou esse cara ainda.
_ A família dele é da policia, esqueceu?
_ Me esqueci desse detalhe.
_ Olha, só liguei pra avisar sobre o Jean, qualquer novidade eu entro em contato.
_ Falô flor, tchau.
Ao deligar o celular.
_ Que foi? –Perguntei preocupado.
_ Um grande amigo meu que apanhou por minha causa.
_ Como assim?
_ Eu te falei sobre o porque de eu vir pra Forks, esses meus amigos conheceram o Gabriel, um cara da pesada. Ele é traficante e acabou me conhecendo através dos meus amigos. O cara está obcecado por mim, então meus pais me mandaram pra cá, agora ele está igual a um louco me procurando. Bateu em um dos meus amigos pra ver se descobria o meu paradeiro.
_ Caramba. Mas não tem como esse cara chegar nos seus pais, né?
_ Não. Com certeza eles reforçaram a segurança. –Ela disse ficando triste.
_ Que foi amor? –Eu disse passando a mão em seu rosto.
_ Estou feliz por um dos meus amigos querer se tratar, mas os outros...
_ Um dia eles vão perceber que entraram numa furada.
_ Tomara. –Ela disse me abraçando.
Ficamos ali juntinhos até a hora do almoço. Nós dois fomos pra cozinha fazer algo para comermos, e depois que terminamos, arrumamos a louça do almoço. Como eu tive que ir pra Seattle fui leva-la em casa. Eu realmente não queria ir, mas eu tinha que ir para comprar as peças para a oficina. Depois de nos despedirmos voltei para La Push, pois ainda tinha que pegar Quil.
CAPITULO 3: Medo
Pov de Kelly
Eu não acreditei no que estava acontecendo comigo, parecia uma avalanche de sentimentos. Nessas horas minha mãe fazia falta, pois tudo o que sinto eu conto pra ela e sempre me da bons conselhos. Como eu irei falar com minha avó? Ela estava trabalhando e sem contar que ela é um pouco careta, será que serei obrigada a falar com meu avô? É estranho falar dessas coisas com um homem, mas eu preciso me desabafar com alguém. Assim que entrei em casa fui procurar por ele e o encontrei no escritório, logo bati na porta e ele autorizou minha entrada.
_ Oi minha filha! –Ele disse com um largo sorriso. –Por onde você andou a tarde toda?
_ É sobre isso que eu quero conversar. - Lhe dei um beijo na bochecha. –O senhor está muito ocupado?
_ Estou apenas lendo e assinando alguns papéis. – Ele disse colocando a caneta na mesa e tirando os óculos.
_ Então vou tomar um banho, aí depois conversamos com mais calma.
_ Tudo bem então. –Ele disse com um largo sorriso.
Logo fui para o meu quarto tomar um banho enquanto meu avô terminava de assinar os tais papéis. Eu realmente estava feliz e assustada ao mesmo tempo. Em toda minha vida, eu nuca tinha ficado tão mexida como estava agora, justamente eu que não acredito em amor a primeira vista, sempre fui pé no chão, mas agora eu não tinha forças para recusar o que a vida estava me oferecendo.
Já em meu quarto fui direto ao closet e peguei uma calça de moletom preta, uma camiseta de manga comprida azul bebê e uma cueca feminina branca, pois eu realmente não gostava muito de usar calcinhas a não ser em ocasiões especiais onde eu tivesse que usar um vestido ou algo mais colado ao corpo.
Depois de arrumar as coisas para o banho, fui ao banheiro e logo tirei a roupa, precisava relaxar um pouco embaixo do chuveiro. Fiquei uns dez minutos só deixando a água cair sobre meu corpo, pensando em tudo o que havia me acontecido com Jacob. Eu queria aproveitar aquele momento, mas ao mesmo tempo vinha um sentimento de culpa, pois eu não era assim tão fácil.
A última vez que fiquei com alguém eu demorei quase um mês para nos beijarmos! Eu realmente não estava me reconhecendo.
Ao terminar o banho me enxuguei e fui secar o meu cabelo e logo me vesti para falar com meu avô, eu estava muito ansiosa. Parece que ele estava lendo meus pensamentos, pois não demorou muito e ele veio bater em minha porta. Logo abri e ele entrou. Já sentados a cama...
_ Que foi minha filha, te notei um pouco ansiosa pra falar comigo, algum problema? –Ele perguntou calmo.
_ Sabe vovô. –Eu comecei um pouco tímida. –Antes eu tinha a mamãe pra conversar certas coisas, mas agora...
_ Pode me falar. –Ele disse pegando em minha mão. – Vou adorar em ajuda-la.
_ Hoje na faculdade eu conheci um rapaz, ele é aqui da cidade. –Eu comecei dizendo devagar.
_ Será que o conheço? – Ele disse com um largo sorriso.
_ O nome dele é Jacob Black. –Disse já com medo de sua resposta.
_ Ah... Sei quem é. Ele é filho do Billy Black. – Meu avô já estava com ar mais tranquilo. –Ele é um ótimo rapaz.
_ Sabe... Não sei o que me deu... Quando eu o vi minhas mãos começaram a soar, meu coração acelerou, minhas pernas ficaram bambas... – Disse começando a tremer.
_ Simples, você está gostando dele, é natural. – Disse ele afagando meus cabelos.
_ O problema é que não sei o que me deu... E acabou rolando um beijo entre nós dois. –Eu disse mais nervosa quase chorando. – Ele me disse que também sentiu algo forte por mim e...
_ Calma meu anjo. –Ele disse me abraçando. – Você está com medo do que exatamente?
_ Eu não sou tão fácil assim... Mas foi mais forte do que eu!- Eu disse já em meio a soluços.
_ Filha... A única coisa que eu tenho a dizer sobre isso é que “viva um dia de cada vez”. – Ele disse me dando um beijo na testa. – Sem contar que eu faço muito gosto de ver que vocês estão juntos, eu estava com medo da sua avó te empurrar um daqueles mauricinhos filhos dos amigos dela lá do hospital. –Ele disse rindo. – Vamos guardar isso em segredo, pois você conhece sua avó. Dá um tempo aí você conta pra ela, ok? –Disse ele me fazendo olha-lo nos olhos.
_ Está bem. – Eu disse um pouco mais calma.
_ Hoje só nós dois jantaremos, sua avó fara plantão de novo. – Ele disse se levantando. – O jantar vai ser servido daqui uns vinte minutos.
_ Já vou descer vovô e obrigada por me aconselhar. – Eu disse enxugando meu rosto.
_ Não a de que. –Disse-me jogando uma piscadela.
Ao sair ele fechou a porta e me deixando em meus pensamentos. Bom, se meu avô estava me apoiando é porque eu não estava fazendo nada de errado. Como não tinha nada pra fazer antes do jantar, penteei meu cabelo e depois liguei meu not book.
Dei uma olhadinha no meu Orkut e vi alguns recados dos meus antigos amigos, mas nada de importante. Ao checar meus e-mails vi que havia um convite em meu MSN e logo aceitei como não havia ninguém on line fui as noticias do dia, eu estava totalmente por fora do que estava acontecendo no mundo.
Fiquei um bom tempo lendo as noticias quando o jantar foi anunciado e logo desci para me juntar ao meu avô. Por estar sem fome, acabei pegando um pouco de salada.
_ Que foi minha filha, está sem fome? –Meu avô disse preocupado.
_ Sim, é que comi na rua. –Eu respondi bebendo um gole de suco.
_ Bom, como você não quer meu carro, amanhã providenciarei um pra você. –Ele me disse com um largo sorriso.
_Não precisa vovô, eu gosto de andar a pé. –Eu disse pensativa, não conseguia tirar o Jacob da cabeça.
_ Pensando no Jacob Black? –Ele disse de repente.
_ Hã?- Eu disse voltando a realidade. –Por quê? É tão obvio assim? –Disse erguendo uma sobrancelha.
_ Você está com carinha de apaixonada. –Disse ele segurando uma risada que teimava em escapar.
_ Não sei vovô... O conheci hoje, mas em meu coração sinto que o conheço a muito tempo.
_ Só não deixa sua avó perceber se não você está pega! –Disse ele rindo alto.
Depois de jantarmos fomos assistir tv e não demorei muito para que ele dormisse por ali mesmo. Logo o chamei para ir deitar em seu quarto, pois ele parecia realmente cansado.
Depois que ele foi se deitar eu resolvi ir para o meu quarto também pra checar meu Orkut e ver se tinha alguém online. Notei que tinha uma mensagem de um tal de GARANHÃO SELVAGEM querendo que eu o adicionasse.
Nossa, quem era tão convencido a ponto de colocar um nick assim? Curiosa eu adicionei e logo vi a foto do irmão da Alice. Não demorou muito e ele logo começou a me mandar mensagens.
★ ORKUT ★
GARANHÃO SELVAGEM: E aí gata, sobreviveu a carona daquele ‘prego’ do Black?
KELLY: Nossa, quem não está sabendo dessa carona?
GARANHÃO SELVAGEM: Gata, não leve a mal, é que Forks é um ovo.
KELLY: Tudo bem, mas nem sei seu nome.
GARANHÃO SELVAGEM: Emmett gata, grave bem esse nome, você ainda ouvirá falar de mim.
KELLY: Você é modesto!...
GARANHÃO SELVAGEM: Modéstia é meu sobrenome.
KELLY: Mas o que você está fazendo de bom aí?
GARANHÃO SELVAGEM: Além de teclar com você? Estou baixando alguns vídeos da net.
KELLY: Eu posso saber qual? Mas se for de sacanagem nem precisa me dizer!
GARANHÃO SELVAGEM: Não sou de assistir essas coisas, a não ser que eu grave uma de minhas performances...rs
KELLY: Então o que você está baixando?
GARANHÃO SELVAGEM: Respondendo sua pergunta... Bob Esponja.
KELLY: Credo! Que gosto horrível pra desenho!
GARANHÃO SELVAGEM: Bob Esponja é super legal!
KELLY: Gosto não se discute...rs
GARANHÃO SELVAGEM: Mas e aí, você irá na festa?
KELLY: Vou.
GARANHÃO SELVAGEM: Quer carona?
KELLY: Não precisa.
GARANHÃO SELVAGEM: Vai com alguém?
KELLY: Deixa sua namorada saber que você está me convidando.
GARANHÃO SELVAGEM: O gostosão aqui está na pista, gata! Tô facinho, facinho!
KELLY: Conta outra!
GARANHÃO SELVAGEM: É sério, tô solteiro.
KELLY: O que você aprontou com a coitada?
GARANHÃO SELVAGEM: A Rose é muito ciumenta, pegava muito no meu pé, então resolvi dar um tempo em nossa relação.
KELLY: Mas ela não é sua irmã?
GARANHÃO SELVAGEM: O Jasper, o Edward e a Rosalie são filhos legítimos dos Cullen, eu e a Alice somos adotados.
KELLY: Eu não sabia.
GARANHÃO SELVAGEM: Então nos encontramos na festa.
KELLY: Ok, gora deixa eu ir dormir que estou muito cansada.
GARANHÃO SELVAGEM: Durma bem e sonhe comigo.
KELLY: Se eu sonhar com você será pesadelo...rs
GARANHÃO SELVAGEM: Será sonhos lindos, eu e você... fazendo um gostoso sexo animal!
KELLY: Há Há Há
GARANHÃO SELVAGEM: Vamos fazer o seguinte... amanhã na festa contaremos nossos sonhos um para o outro.
KELLY: Ah ta... boa noite.
GARANHÃO SELVAGEM: Boa noite, minha deusa. Beijos nessa boca que me deixa louco, e amanhã quando acordar cheque seu e-mail.
Eu estava tão cansada e acabei nem respondendo, desliguei tudo e fui pra cama. Naquela noite realmente sonhei com alguém, mas não o Emmett e sim o Jacob. De manhã acordei com o meu celular tocando e logo atendi.
_ Alô. –Eu disse ainda sonolenta.
_ Oi amor!... – Ouvi alguém dizer com a voz rouca do outro lado. –Bom dia!
_ Jacob?! –Eu disse Jacob?! –Eu disse reconhecendo a voz dele e logo me sentei rapidamente e isso fez com que eu quase caísse da cama. –Bom dia!
_ Dormiu bem?
_ Sim e você? –Eu disse ajeitando meu cabelo.
_ Melhor agora que ouvi sua voz. –Ele disse com a voz mais sensual que já havia escutado e isso me fez arrepiar. –O que você vai fazer agora de manhã?
_ Eu estava pensando em ir pra academia me exercitar um pouco e aproveitar pra levantar peso, por quê?
_ Minha flor delicada se matando em uma academia? Nem pensar! –Ele disse em um tom mais sério. –Sem contar que lá estará cheio de homens! Não quero um monte de urubu em cima da ‘minha’ garota!
_ Como você acha que mantenho esse corpinho? –Eu disse fingindo estar incrédula.
_ Se arrume e pegue sua roupa de ginastica, vou te levar pra um lugar que você vai gostar. –Ele disse animado.
_ Enquanto tempo você chaga aqui?- Eu perguntei me levantando da cama.
_ Daqui uns dez minutos mais ou menos. Estou aqui na cidade e deixe pra tomar café comigo.
_ Ok. –Eu respondi já com um largo sorriso.
Depois de nos despedirmos eu logo peguei a toalha e tomei um banho rápido.. Depois de fazer toda minha higiene me vesti, penteei meus cabelos e amarrei em um rabo de cavalo, peguei minha roupa e coloquei em uma bolsa grande e logo desci. Já na cozinha, eu estava bebendo um gole de suco de uva quando meu avô chegou.
_ Bom dia minha filha! –Disse ele com um largo sorriso vindo em minha direção e me dando um beijo no rosto.
_ Bom dia vovô. –Respondi animada.
_ Vai sair tão cedo? –Diz ele vendo que eu estava arrumada.
_ Eu iria a academia, mas o Jacob vai me buscar e me levar pra algum lugar pra que eu possa me exercitar um pouco.
_ Nossa! Pelo jeito ele está afim mesmo! –Ele diz rindo.
_ Parece que sim. –Eu respondi ficando sem graça. Mas cadê a vovó?
_ Teve que sair em uma emergência, mas creio que na hora do almoço ela já esteja aqui.
Nisso ouvimos a campainha tocar e não demorou muito para a senhora Pérez vir até a cozinha me chamar.
_ Menina! –Disse a senhora com um largo sorriso. – Tem um rapaz lindo aí na sala querendo falar contigo. – O nome dele é Jacob Black.
Sem perder tempo eu fui pra sala acompanhada de meu avô. Assim que chegamos, Jacob se levantou e cumprimentou meu avô e depois eu. Já acomodados no sofá...
_ Então você fica rondando minha neta? –Diz meu avô fazendo drama.
_ Não é isso o que o senhor está pensando!... –Ele respondeu todo nervoso.
_ Vovô! –Eu disse tocando a mão de meu avô. Eu sabia que ele estava fazendo isso pra assustar Jacob.
_ Calma rapaz, é brincadeira! –Ele disse rindo. – Eu confio em você.
_ Nossa... Por um momento... –Ele disse mais aliviado.
_ Conheço seu pai, sei que ele soube te educar muito bem. Só peço pra você cuidar bem da minha princesinha. –Diz me abraçando.
_ Pode deixar. –Jacob disse se levantando. –Vamos?
_ Vamos. –Eu disse me levantando também.
Depois que despedimos de meu avô resolvemos ir, eu estava doida pra saber onde ele me levaria.
CAPITULO 2: VIDAS CRUZADAS-PARTE 2
Meu Deus estou enlouquecendo! Aceitei carona, pra não sei onde, com um desconhecido, super gatinho, amigo da Bella! Não pensei duas vezes e subi na garupa daquele gato.
_ Segure-se bem. –Disse ele pegando minha mão e deslizando em sua barriga.
Não sei quem é mais louco, eu por aceitar a carona de um desconhecido, ou ele por querer me torturar desse jeito! Será que ele notou que eu estou eufórica por causa dele?
Logo ele deu a partida na moto e saímos dali.
Pov de Jacob
Minha nossa! Que garota linda! Nunca pensei que eu pudesse vir a sentir alguma coisa por uma garota que não fosse a Bella. Não demorou muito para que eles chegassem a La Push. Ao estacionar a moto...
_ Você parece ser uma garota de cidade, mas tenho certeza que você vai gostar daqui. –Eu disse com a esperança de que ela gostasse do lugar.
_ Nossa! –Ela disse tirando o capacete e me entregando. –Esse lugar é lindo! –Disse ela com um lindo e largo sorriso que me levou ao céu. Acho que consegui impressiona-la.
_ Adoro vir aqui em La Push, sem contar que estamos em casa. - Eu disse tentando me segurar, pois minha vontade era de abraça-la e sentir seu corpo se amoldar no meu, sentir seu perfume...
_ Você mora aqui? –Disse ela dessa vez me olhando nos olhos.
_ Sim, toda a reserva pertence a minha tribo.
_ Feliz será a garota que se casar com você. Imagine só em morar em um lugar lindo desses!- Ela disse toda empolgada, acho que estou conseguindo.
_ As garotas que conheço não curtem natureza. –Eu disse ficando sério.
_ Então essas garotas estão loucas e não sabem apreciar o bom da vida. –Ela disse, antes de se virar e caminhar até a beira da praia. – Você não vem? –Ela disse olhando para trás.
Claro que não perdi tempo e fui atrás, essa garota realmente está mexendo comigo, não posso desperdiçar nada.
Logo que chegamos na beira da praia, ela olhava para o mar de um jeito, como se a paisagem a hipnotizasse.
_ Obrigada. –Ela disse me surpreendendo com um beijo na bochecha, e assim que nossos olhos se encontraram ficamos ali parados um encarando o outro, nossos lábios estavam apenas alguns centímetros um do outro, dava para sentir seu hálito quente, minha vontade era realmente de beijá-la.
_ Pelo o que? –Sussurrei tentando disfarçar meus sentimentos que explodiam dentro de mim.
_ P-por me trazer nesse lugar maravilhoso. –Ela disse fixando os olhos por um segundo nos meus lábios.
_ Não por isso!... –Eu disse me perdendo naqueles lindos olhos azuis e naquela boca... Foi a única coisa que consegui pensar antes de colar meus lábios nos dela.
Pensei que eu seria rejeitado, mas pelo contrário, fui correspondido de uma forma intensa, nem mesmo por Bella eu senti algo assim. Era bom sentir aquelas explosões de sentimentos no peito, será que eu estava me apaixonando?
Aquele beijo parecia durar uma eternidade, quando finalmente nos soltamos, minha mente estava a mil, meu coração parecia querer saltar pela boca. Notei que ela estava tremendo, seu peito arfava completamente, não hesitei e a amparei em meus braços.
_ Você está bem? –Perguntei com um pouco de dificuldade.
_ Sim. – Disse ela toda trêmula. –Esse... Esse beijo...
_ Que foi não gostou? –Perguntei com medo da resposta.
_ Não, não é isso!... –Diz ela ficando vermelha. –É que nem nos conhecemos direito.- Ela ficou toda sem graça.
_ Pra mim é como se nos conhecêssemos a muito tempo. –Eu disse ainda ofegante.
_ Não quero que você pense que sou uma garota fácil... Não sei o que deu em mim! –Começou ela nervosa.
_ Calma. –Eu disse abraçando-a e fazendo ela me olhar nos olhos. – Você quis esse beijo tanto quanto eu.
_ Na realidade quis mesmo. –Ela disse abaixando o olhar tristemente. – Eu não sou assim, não sei o que me deu.
_ Vou ser sincero com você. – Eu disse fazendo-a olhar novamente para mim. – Depois da discussão que eu tive com o Edward eu estava uma pilha de nervos, mas quando te vi... Tudo mudou. Eu precisava de um jeito de ficar a sós com você. Sei que estou indo rápido demais, é que eu não quero perder você, eu precisava estar com você, eu não suportaria te perder. –Eu me desabafei, eu precisava expor o que eu sentia antes de perdê-la de vez.
_ Nossa você está sendo profundo como o Cullen. –Ela disse com um olhar perdido em mim.
_ Dane-se o Edward Cullen, não sou rico como ele, mas tenho certeza de que sou muito melhor!-Eu disse alterando a voz.
_ Quem disse que você não é rico? –Diz com um leve sorriso nos lábios. – Olha pra esse lugar!
_ Você é especial, sabia? –Eu disse passando os dedos em seus lábios. – Ainda bem que te encontrei. –Eu disse lhe dando outro beijo.
Ficamos por ali mais algum tempo, só curtindo a paisagem, nos curtindo também. Por estar um pouco frio, resolvi leva-la pra minha casa. Assim que chegamos procurei pelo meu pai, mas ele não estava. Logo entramos e fomos para a cozinha e enquanto conversávamos fui lhe preparando um chocolate quente.
Ela me falava de suas aventuras em Miami, como era a vida com seus pais, o que estava achando de morar com os avós em Forks. Ela realmente tem um ótimo papo, é divertida, parece ser muito romântica... Eu tinha tirado a sorte grande. Ficamos na sala vendo tv e bebendo nosso chocolate quente por algum tempo, até que meu pai chegou e nos viu abraçadinhos no sofá e pela cara que fez percebi que ele não estava entendendo nada, então fui logo apresentando.
_ Billy, essa é Kelly Lewis, amor esse é meu pai Billy Black. –Eu disse
logo de cara para quebrar o gelo entre eles.
Sem ação Billy se aproximou de Kelly que logo ficou de pé para cumprimenta-lo. Estranho àquela cena, meu pai apenas a cumprimentou gentilmente e foi para a cozinha. A cada ação minha Kelly fazia uma cara de quem não estava entendendo nada.
_ Que foi?- Eu perguntei abraçando-a e fazendo com que ela voltasse a se sentar no sofá ao meu lado.
_ Acho que seu pai não gostou de mim. –Ela disse um pouco ressentida.
_ Não liga, ele é assim mesmo. –Eu disse para tranquiliza-la.
_ Sabe... É estranho... Em menos de uma hora nos conhecemos, meio que ficamos e você já está me chamando de amor. –Ela disse confusa.
_ Você ainda não está acreditando no que estou sentindo por você? –Eu disse pegando sua mão e colocando em meu peito. –Sinta isso. –Meu coração estava acelerado.
_ É que é difícil de acreditar que um gato como você está com uma garota como eu. - Ela disse com os olhos brilhando, senti muitos sentimentos ao mesmo tempo. –Está perfeito demais!... – Disse ela ficando séria de repente.
_ Você quer ir devagar então? Sem pular etapas?- EU disse para tranquiliza-la.
_ Prefiro assim podemos nos conhecer melhor. –Disse ela mais tranquila.
Então, assistimos mais um pouco de tv e depois a levei para a casa. Assim que ela desceu da moto e me entregou o capacete, ela se despediu de mim com um beijo na bochecha, mas eu queria mais, então quando ela se virou, eu a puxei de volta e lhe surpreendi com um beijo na boca, um beijo calmo, porém com muito carinho.
CAPITULO 1: VIDAS CRUZADAS- PARTE 1
Finalmente eu estava morando com os meus avós em Forks. Meus pais queriam me afastar da agitação da cidade grande. Não que eu fosse uma desajustada, pelo contrário, nunca os decepcionei é que minhas antigas amizades estavam seguindo caminhos diferentes ao meu.
Já na casa de meus avós não aproveitei muito o verão, pois não conhecia ninguém, eles até tentaram me enturmar com os filhos de conhecidos, mas eu prefiro ficar na minha, fazer minhas próprias amizades. Já fazia quatro dias que as aulas tinham começado, mas eu estava evitando esse lance de 1º dia de aula. Acho estranho você chegar a um lugar onde ninguém te conheça, ficam te olhando torto, isso pra mim era um pesadelo, mas eu tinha que me conformar e viver minha vida. Eu estava cursando o 1º ano de engenharia em Seattle, preferi um lugar um pouco longe, pois já que eu iria morar em uma cidade pequena, nada mais justo de ficar na "civilização", pois ninguém merece morar em uma cidade pequena onde não há nada parecido com as grandes cidades.
Ok, eu exagerei, mas é como eu me sinto. Bom, acordei cedo naquela sexta-feira e resolvi ir para a faculdade. Meu avô acabou me dando uma carona, pois ele tinha uma reunião de negócios em Seattle. Ao me deixar em frente da faculdade resolvi enfrentar meu pesadelo.
Eu estava atravessando o estacionamento sem olhar quando um carro qualquer, acho que era prata, quase me atropelou. Até que o motorista era educado, pois não buzinou e nem falou nada. Só ouvi o barulho do freio. Logo sai da frente e nem olhei dos lados. Eu sentia as poucas pessoas que estavam por ali me olhando.
Bom, me dirigi até a sala do diretor, pois eu tinha que lhe entregar minha transferência e ver qual eram os meus horários, depois de levar um esporro calada, peguei meus horários e me dirigi até minha sala. Assim que apareci na porta todos pararam o que estavam fazendo para me olhar, isso foi a morte para mim. Logo o professor autorizou minha entrada e fui falar com ele.
Depois de uma conversa rápida fui me sentar na terceira cadeira na janela onde eu poderia ver a paisagem lá fora, é que gosto de me perder em meus devaneios olhando uma bela paisagem, e isso é o que quase me fez perder o ano no colégio.
A aula começou e aos poucos as pessoas pararam de me encarar, só aí pude relaxar um pouco. Tudo correu bem naquela aula, ainda bem que o professor não ficou me interrogando. Assim que a aula terminou juntei minhas coisas e fui direto ao banheiro, precisava usar o banheiro e me ajeitar.
Logo fui para a aula e depois de falar com o professor fui me sentar. Era aula de física, não sou nerds, mas adoro física. Eu estava sentada na segunda carteira da janela, dessa vez havia uma garota ao meu lado. Até que bonitinha, não demorou muito para que ela puxasse assunto comigo.
_ Oi, me chamo Isabella Swan. -Diz tranquilamente com um leve sorriso nos lábios.
_ Oi, me chamo Kelly. -Eu disse abrindo meu estojo e pegando uma lapiseira.
_ Você é de Forks, não é?
_ Como você sabe? -Eu disse surpresa, pois até então eu ainda não tinha falado com ninguém.
_ É que sou de lá também. Outro dia te vi saindo da lanchonete e entrando no carro do senhor Lewis.
_ Ah ta... Eu sou Kelly Lewis, neta dos Lewis.
_ Você não mora em Miami? O que veio fazer pra cá?
_ Como você?... -Eu disse mais surpresa ainda.
_ Forks é uma cidade pequena... Todos se conhecem, sem contar que meu pai é chefe de policia e conhece seu avô há anos.
_ Hum... Pelo visto fazer algo ilegal, nem pensar? –Eu disse na gozação e acabamos rindo da situação.
_ Desde que você chegou a Forks eu não te vi pela cidade.
_ Não conheço ninguém. Meus avós até tentaram me enturmar com umas pessoas, mas não deu muito certo.
Conversávamos animadamente, porém discretamente para não chamar a atenção do professor. Aquela manhã passou depressa e quando percebi já estávamos na hora do almoço.
Isabella ou Bella, como ela pediu que eu a chamasse, me fez ficar a vontade e quando percebi já estávamos sentadas juntas no refeitório almoçando e conversando, até que um rapaz, até que bonitinho, se aproximou da mesa e cumprimentou Bella com um selinho.
_ Oi minha vida. –Disse o rapaz com um largo sorriso. –Eu estava com saudades.
_ Eu também. –Ela disse sem graça.
_ Ai que fofo! –Eu disse sem pensar. –Não se vê mais isso por aí.
_ É assim que todos os homens deveriam tratar todas as mulheres. –Disse o rapaz simpático.
_ Edward, essa é Kelly Lewis. Kelly esse é Edward Cullen.
_ Olá. –Disse o rapaz gentilmente e pegando minha mão.
_ Oi. – Retribuí o gesto.
_ Você é a garota do estacionamento que eu quase atropelei hoje de manhã. –Ele disse se sentando ao lado de Bella.
_ Ah... Então você é pessoa educada que nem mesmo deu uma buzinada pra ver se eu acordava? –Eu disse um pouco sem graça.
_ Não sou de me alterar com as pessoas assim tão fácil, você poderia estar com algum problema, porque eu chamaria sua atenção?
_ Gente!... –Eu disse sem acreditar no que estava ouvindo. –De onde você saiu? Homens igual a você não existe.
_ Edward é único. –Disse Bella com entusiasmo. –E é só meu.
Conversávamos animadamente quando uma garota baixinha de cabelos escuros se aproximou de nós toda empolgada.
_ Ed! Bella! –Disse a garota com um largo sorriso nos lábios.
_ Lá vem bomba. –Disse Edward ficando sério e pondo a mão no rosto.
_ Oi Alice. –Disse Bella gentil.
_ Vamos ter festinha nesse final de semana! – Disse a garota toda empolgada puxando uma cadeira e sentando-se no meio dos dois.
_ Mais uma festa, Alice? –Disse Edward mal humorado.
_ A última festa que você organizou não deu muito certo. –Disse Bella desanimada.
_ Mas essa vai ser demais! Oi... Você é nova por aqui? –Disse a garota olhando pra mim.
_ Sou sim.
_ Ah!... Desculpe-me... Kelly Lewis essa é Alice Cullen.
_ Oi! Você também está convidada pra festinha.
_ Alice, por favor!... Não vai colocar a Kelly em roubada. –Disse Edward ainda mal humorado.
_ Não tenho culpa se você sabe quem aparece nas minhas festas e faz o showzinho dele.
_ Vou adorar ir, não conheço muita gente, quem sabe assim eu me enturmo rápido?
_ Gostei de você! –Disse Alice super amável comigo.
_ Hey, sua avó trabalha com o meu pai no hospital de Forks.
_ Que legal, pelo menos temos algo em comum. –Eu disse bebendo um gole de suco de uva.
_ Nossa... O senhor e senhora Lewis são tão novos para serem avós.
_ Alice! –Disse Edward super sem graça.
_ Tudo bem. –Eu disse tentando segurar o riso, era estranho como ele era tão gentil com os outros e com a irmã ser tão seco. –Meus avós se casaram cedo, mas não foi por isso que eles pararam com a vida. Antes deles terminarem a faculdade eles já tinham o meu pai e minha tia Leandra. Eles são gêmeos, mas não idênticos. Pelo fato deles serem ricos eles não tiveram problemas com nada, sem contar que eles são muitos vaidosos e se cuidam.
_ Preciso saber o segredo de sua avó... Ela é no lugar pela idade que tem. –Disse Alice sem pensar.
_ Alice! Vai cuidar da sua festa! Você tem muito que fazer! –Diz Edward alterado.
_ Verdade... Nos vemos depois. Tchau!
Nisso Alice saiu correndo do refeitório.
_ Desculpa pela minha irmã. Ela fala as coisas sem pensar. –Disse ele sem graça.
_ Tudo bem. Gostei dela, a Alice é verdadeira.
_ Verdadeira até demais.
Conversamos por mais algum tempo até que o sinal tocou e nos despedimos. Até o final das aulas eu só fiquei com Bella por mais uma aula, depois nos separamos. Finalmente a aula acabou eu não via a hora de ir passear um pouco por Port Angeles pra depois ir pra casa. Minha avó estaria no hospital, meu avô na empresa, eu não queria ficar sozinha em casa. Depois de guardar minhas coisas no armário, fui ao banheiro para me ajeitar e logo sai, Port Angeles me esperava. Eu estava me aproximando da saída quando Alice me chamou.
_ Oi. –Disse ela um pouco séria. – Sobre hoje no refeitório... Desculpa-me. Às vezes eu falo coisas sem pensar.
_ Isso é uma qualidade, nunca mude. Gosto de pessoas que são verdadeiras.
_ Valeu.
Nisso elas veem um tumulto mais a frente.
_ Nossa o que será que aconteceu? –Perguntei sem pensar. –Será que alguém bateu o carro?
_ Aposto que é o Edward, a Bella e o Jacob. –Diz seriamente.
_ Quem?
_ Ih... É uma longa história, depois a Bella te conta. Vamos. –Disse ela pegando em minha mão e me puxando.
Ao chegarmos perto...
_ O que foi que eu disse? –Disse ela olhando pra mim com um sorriso sarcástico.
_ Eu não quero você perto dela de novo! –Berrou Edward, um Edward que eu não conhecia. Tá certo fiquei apenas alguns minutos ao seu lado, mas ele realmente parecia ser tão diferente dos outros rapazes.
_ Calma Edward! Ele só veio aqui... – Calou-se de repente. No meio daquela confusão toda a Bella ficava em cima do muro? Realmente não entendi. – Jake, vai embora!
_ Eu não vou a lugar nenhum! Agora não posso falar com meus amigos porque “ELE” não quer? –Disse o rapaz debochadamente.
_ Larga de ser cretino!- Disse Edward descontrolado.
_ Chega os dois! –Berrou Bella. –Vamos Edward, eu quero ir embora agora! –Diz pegando em sua mão. – Tchau Jake e obrigada por me procurar.
Nisso ela sai arrastando Edward dali e Alice os segue.
_ Alice! –Eu disse quase que gritando.
_ Que foi? –Disse ela olhando para trás, mas andando rapidamente.
_ Vocês vão pra onde agora? –Eu perguntei com a esperança de algum deles me levarem pra sair.
_ Com certeza pra Forks, você vem?
_ Não, mas valeu. - Eu disse desapontada.
_ Então nos vemos amanhã na festa. Tchau!
_ Droga. –Eu queria muito sair, eu não queria ficar em casa de bobeira. Quando dei por mim, as pessoas tinham se dispersado e eu estava parada ali e ao meu lado o rapaz da briga. “Nossa!” eu pensei, “Que rapaz lindo!” Nisso ele se vira e me pega o encarando com cara de boba.
_ Pelo jeito eles te deixaram na mão. –Ele disse todo fofo olhando para mim.
_ Ah... Eu... Quer dizer... – “Para! O que eu estava fazendo? Fala direito com ele sua idiota!”- Não, é que eu não estou a fim de voltar pra Forks agora. Pensei que a Bella poderia me levar pra conhecer alguma coisa.
_ Você tem como sair daqui?- Ele disse me olhando de cima a baixo.
_ Sim, vou pegar um taxi e ver o que tem pra se fazer por aqui. –Eu disse toda sem graça.
_ E seu carro?- Ele perguntou olhando para os lados.
_ Eu não tenho. – Nessa hora senti minhas bochechas arderem, com certeza eu estava vermelha.
_ Venha, eu te dou uma carona. –Ele disse com um sorrisinho que deixaram minhas pernas bambas.
_ Eu nem te conheço. –Disse para parecer um pouco durona.
_ Jacob Black. –Diz ele pegando em minha mão, me puxando e me dando um beijo na bochecha.
_ Kelly Lewis. –Eu disse tentando parecer natural. “Será que ele notou como eu fiquei?”
_ Se você é amiga da Bella é amiga minha também. –Disse ele com um largo sorriso que acabou mexendo tanto comigo que eu comecei a suar frio. –Vamos. –Ele disse pegando em minha mão e me puxando em direção a uma moto.
_ Nossa... Você está com a mão fria e suando muito. Você está bem? –Perguntou ele preocupado.
_ S-sim. –Comecei a gaguejar. –E que eu tenho medo de andar de moto. – “Porque eu disse isso”?
_ Não se preocupe. Você esta com o melhor piloto de Forks. –Disse todo convencido. –Pra onde vamos? –Diz ele pegando o capacete e me entregando.
_ Não sei, eu não conheço nada em por aqui.
_ Já sei onde te levar. –Disse ele com um lindo sorriso.
CAPITULO 5: Pesadelo
28 de Fevereiro
Querido Diário,
Tudo está sendo um pesadelo!
Eu estava desconfiando de minha melhor amiga e do meu namorado,
estamos juntos, mas é estranho, ele é cheio de segredos. Hoje seria o grande
dia em que ele finalmente iria me contar esse maldito segredo, mas como sempre
algo atrapalhou, tínhamos que ir à casa da vovó Laura, é aniversário dela de
setenta anos.
É estranho... Ela vai completar 70 anos... Porque só me lembro de
passar sete anos de seu aniversário? Eu teria lembranças de uns cinco anos de
idade... E mesmo assim nada...
É como se tudo fosse apagado da minha mente. Eu
tenho um sonho que me persegue a muito tempo... Eu com cinco anos de idade
brincando com a Lála no balanço e de repente é como se eu acordasse eu já
tivesse uns dezessete anos! Como isso é possível?
A Lála tem o mesmo sonho que
eu, mas talvez seja porque somos irmãs gêmeas. Eu realmente não gosto de
reuniões familiares, todos ficam cochichando e quando chego perto pra saber o
que é eles mudam de assunto, é como se fosse um segredo de família que eu e a
Lála não podemos saber.
Se não bastasse isso, agora tem mais essa do Emmett
estar afim da Lála. Com certeza ele não tem noção do perigo. Conhece bem o
temperamento de Rose e mesmo assim a provoca.
Eu gosto muito dela, nos damos
super bem, mas fico mal quando ela e minha irmão se agridem verbalmente. Até
quando passaremos por isso? Não aguento mais esperar por algo maior que há de
acontecer. Tenho a sensação de que algo de ruim acontecerá e que eu e a Lála
seremos as culpadas.
Estão acontecendo coisas estranhas comigo e gostaria de
saber o que é. Meu sangue parece ferver quando estou com Jake, me dá algo
estranho que não consigo saber bem o que é.
Bom... agora tenho que ir... Minha mãe está me chamando... Assim
que eu voltar eu continuo a escrever...
Pov Álex
Logo desci, pois minha mãe estava impaciente. Enquanto Lála se arrumava fui pro meu quarto escrever um pouco e nem vi a hora passar. Assim que na porta da sala minha mãe me repreendeu e logo entrei no carro. A caminho da casa de vovó Laura, apenas meus pais conversavam sobre futilidades, Lála estava entretida jogando joystic e eu apenas olhava a paisagem. Não demorou muito para que chegássemos a Port Angeles e mais uns cinco minutos depois chegamos a casa da vovó. Ao sairmos do carro deu pra se ouvir as risadas dentro da casa. Todos pareciam animados, mas assim que entramos todos se calaram e olharam pra mim e pra Lála como se nós fossemos duas aberrações até que notei meu pai olhando feio pra todos e logo eles voltaram conversar não tão animados e outros saíram da sala. Fomos cumprimentar vovó Laura e depois de um pouco de conversa, eu e Lála fomos pro jardim. Já sentadas ao lado de um arbusto...
_ Você viu como todos nos olharam? Eu já estou acreditando que somos duas aberrações.
_ Não diz isso Lála, eles agem assim porque somos as esquisitas da família, esqueceu? –Eu disse tentando animá-la.
_ PQP! –Ela se exaltou.- Para de tentar tapar o sol com a peneira minha irmã! Podemos até ser as estranhas da família, mas isso não significa que eles tenham que nos ignorar! As vezes até nos tratam mal! É como se não pertencêssemos a essa família! Até a vovó Laura fica estranha quando estamos perto! –Ela disse irritada.
_ Eu estava pensando... Porque não convencemos o Jake e o Paul a irem embora com a gente pra fora de Forks?
_ Não se iluda irmãzinha... Sabemos que eles não irão, eles amam a reserva, família e amigos.
_ Verdade... –Eu disse abaixando minha cabeça. – Eu amo o Jake, mas também amo a música. Eu não quero ficar o resto da minha vida naquela maldita cidade tocando em barzinhos!
_ Eu também não, mas não teria coragem de largar tudo o que estou vivendo com Paul. Eu largaria toda essa vida de luxo que temos e viveria com Paul na reserva, apesar que não sei fazer nada que uma dona de casa faz. –Ela disse tentando me alegrar. –O máximo que sei fazer e ajeitar a casa... Mas também não é grande coisa.
_ Pra falar a verdade nem eu... –Eu disse rindo.
Nisso ouvimos nossos primos Will e Hugo conversarem sem nos notar atrás dos arbustos.
_ Fala sério cara! –Dizia Hugo empolgado. –A Larissa é muito gostosa! E a Alexandra? Vai me dizer que você não daria uns catinhos nelas?
_ Para de falar merda Hugo, você já está bêbado!
_ Eu sei que você é apaixonado pela Alexandra! Vai me dizer que você não chega nela pelo o que a tia Margô fala?
_ Minha mãe deve ter razão no que fala... É estranho o tio Joel dizer que adotou duas crianças e dois anos depois eles aparecem com duas adolescentes? Eles disseram que foi um mal entendido, que todos o interpretaram mal... Que pra eles as duas vão ser sempre garotinhas... E você já notou como a beleza delas chama a atenção demais? E os olhos delas, mudam cara, isso não é normal. Elas olham como se fosse nos devorar! –Will apavorado.
_ Você anda assistindo muito filmes de terror cara! –Disse Hugo na gargalhada.
Nisso eles saem e nos deixam em choque pelo o que ouvimos. “Nós éramos adotadas!”
Ouvir aquilo doeu. Como se alguém enfiasse um punhal em meu peito e o que realmente me apavorou foi que pela primeira vez na vida eu consegui sentir a dor da minha irmã. Foi como um estalo e logo em seguida eu estava sentindo a dor dela. Tínhamos nosso pai como um herói, ele era o único que se importava com a gente, mamãe sempre foi fria e depois de um certo tempo se afastou mais ainda da gente como se fossemos estranhas, as vezes dava pra ver em seus olhos que ela tinha medo da gente e sentir tudo isso da minha irmã quase me enlouqueceu.
Era como se eu tivesse entrado na mente dela, ela pensava várias coisas ao mesmo tempo e isso estava sendo demais pra mim. Larissa estava com o ódio estampado no rosto e eu sabia que ela faria alguma loucura. Sem dizer nada ela se levanta e vai pra dentro da casa a procura de nossos pais. Logo fui atrás dela pra tentar impedir que ela fizesse alguma merda.
_ Calma Lála! –Eu disse com uma mão na cabeça, ouvi-la assim estava me enlouquecendo. –Não estrague o momento da vovó!
_ Aquela velha rabugenta não é nossa avó! –Ela dizia entre os dentes.
_ Pense no papai! Ele sempre procurou fazer o certo pela gente!
_ Não me interessa! Ouvir essa confissão foi a minha libertação!
Nisso ela entra na casa como um furacão empurrando todos que estava em seu caminho. Assim que entramos na casa foi desesperador pra mim, era como se eu pudesse ouvir os pensamentos de todos ali dentro, minha cabeça parecia que iria explodir. Ao chegarmos na ampla sala de estar nossos pais estavam sentados no sofá conversando com tia Margô, tio Victor e vovó Laura e Lála chegou rosnando de raiva.
_ Porque vocês mentiram pra gente? –Ela perguntava com um olhar de ódio.
_ Que foi minha filha? Porque você está transtornada desse jeito?
_ Não me chame de filha! Você não é meu pai!
_ Meu amor, vamos conversar. –Disse papai se levantando e pondo a mão no braço de Lála.
_ Tire a mão de mim!
_ Veja como você fala com seu pai, mocinha! –Minha mãe dizia quase gritando. –Pare de dar vexame! Estão todos olhando! –Ela disse olhando ao redor.
_ Você só pensa nisso não é? No que os outros vão dizer! Saiba que todos não estão nem aí pra você! Pra eles se você morrer agora vai ser um grande alivio, pois ninguém te suporta!
_ Calma Lála.
_ Não me peça calma Álex! Durante todo esse tempo eles nos enganaram! A “mamãe” sempre nos humilhou! Ela não está nem aí com a gente e agora eu sei o porque, não somos seus filhos de verdade!
_ Filha, eu amo vocês como se vocês fossem minhas filhas de verdade, eu nunca escondi isso de vocês!
_ Se você nos ama tanto porque mentiu pra gente todo esse tempo? –Ela perguntava já em prantos. –Porque deixou a família nos olhar diferente? Nos ignorar? Porque você deixou ela nos humilhar! –Ela disse apontando para a nossa mãe. – Você sabia que eu e a Álex éramos ignoradas pela sua mulher? Quantas vezes ela nos fez sair de casa porque iria receber as amigas? Ela sempre teve vergonha da gente!
_ Eu não sabia filha eu juro! –Disse nosso pai incrédulo.
_ Ele ta falando a verdade, Lála.
_ Querido isso é mentira dela! Ela está fazendo isso pra nos separar!
De repente foi como se eu tivesse me conectado com mamãe e logo despejei tudo o que se passava em sua cabeça.
_ Para de mentir pelo menos uma vez! Sua vida toda é uma mentira!
_ Álex! –Disse mamãe incrédula, pois eu era a filha que não tinha boca pra nada.
_ Você mentiu pra ele todo esse tempo! Você disse que não podia ter filhos e isso é mentira! Você não nasceu pra ser mãe, você nem gosta de crianças, todo esse tempo você apenas nos suportou pra não perder a grana do papai!
_ Olha aqui sua montrinha! –Disse minha avó se intrometendo no meio. –Vocês nunca foram bem vindas a família! Vocês foram um momento de loucura do meu genro! Uma loucura que eu nunca aprovei!
_ Cala a boca sua velha maldita! –Disse Lála olhando pra ela. – Ou eu...
_ Ou você o que? –Ela disse indo pra cima de Lála.
Quando Lála foi pra cima dela, tio Victor entrou na frente e ao levantar a mão para Lála ele parou e de repente ele ficou branco, como se tivesse visto um fantasma e logo começou a recuar como se estivesse com um medo assustador dela. Vendo que ia dar merda puxei Lála pelo braço e saímos da casa. Todos nos olhávamos como se fossemos monstros. Logo saímos dali sem direção.
(***)
Estávamos todos reunidos todos a volta da fogueira, apenas esperando algumas pessoas que estavam atrasadas. Estar ali sem o meu grande amor era frustrante, eu sonhei tanto com esse dia e por causa do aniversário de sua avó ela não estava ali. Até Jake estava desapontado, pois ele queria poder contar logo toda a verdade para Álex. Eu estava isolado quando percebi Jake pegar o celular varias vezes e desligar sem menos olhar quem era. De repente bateu uma angustia, um aperto no peito e isso estava me incomodando, até que não aguentei e fui falar com Jake.
_ Hei irmão eu não estou legal.
_ Da pra se ver pela sua cara... Tá com dor de barriga? –Ele disse rindo, mas logo ficou serio por ver que eu não estava achando graça.
_ To com uma angustia... Um aperto no peito. –Eu disse colocando a mão no peito como se estivesse sentindo uma dor de fato.
_ Você está me assustando. –Jake disse preocupado.
Nisso Jake se calou de repente.
_ Minha pequena...! –Ele disse de repente e notei que ele estava com um leve tremor.
_ Que foi? –Perguntei não gostando da cara que ele fez.
Nisso o celular dele começou a tocar novamente.
_ Não vai atender não? Pode ser importante.
Sem dizer nada Jake pega o celular e olha pro visor.
_ Bella? –Ele estranhou. –Por que ela estaria me ligando?
_ Só vamos saber se você atender, seu besta.
Logo ele atendeu.
_ Jake... Ainda bem que você atendeu.
_ Oi Bells, era você que estava me ligando?
_ Sim, eu preciso falar com você.
_ Agora não dá, estão nos chamando. –Jake diz ouvindo Sam nos chamar.
_ É importante Jake! É sobre a Larissa e a Alexandra.
Ao ouvirmos o nome das garotas petrificamos.
_ Jake! Jake! Você ainda está aí?
Sem perder tempo peguei o celular da mão de Jake e comecei a falar com Bella.
_ O que aconteceu Bella? –Perguntei nervoso. – Fala criatura!
_ As duas sumiram Paul. –Ela disse por fim.
_ Como assim sumiram? –Eu perguntei praticamente aos berros.
_ Não sei ao certo. O pai delas ligou pro meu pai pedindo ajuda. Parece que eles estavam em uma festa em Pot Angeles... Deu uma briga feia e as duas saíram sem destino.
_ Merda! –Eu disse irritado. –Eu to indo aí pra conversarmos melhor!
_ Não adianta, meu pai já foi pra delegacia e de lá ele iria pra Pot Angeles.
_ Tudo bem então. Estamos indo pra Port Angeles, qualquer coisa eu te ligo. Tchau.
_ Vamos Jake!
_ O que será que aconteceu pra elas sumirem assim? –Jake perguntou atordoado.
_ É o que vamos descobrir!
_ Que foi? –Disse se aproximou preocupado. –O que aconteceu com as meninas?
_ Elas sumiram. Não sabemos ao certo, mas assim que descobrirmos ligaremos avisando.
_ Leve o Quil com vocês.
_ Tudo bem, vamos.
Logo eu, Jake e Quil voltamoa pra casa e pegamos o carro de Jake e fomos pra Port Angeles saber ao certo o que havia acontecido com as meninas. Conheço a Larissa, ela é explosiva, mas não sumiria assim depois de uma briga séria com o pai, o pai que ela tanto amava e admirava. Algo sério estava acontecendo e eu não iria sossegar enquanto não descobrisse o que era.
Capitulo 4: Duvidas
Pov Paul
A caminho da reserva fui pensando em tudo o que havia acontecido. Ver Larissa saindo do carro daquele maldito sanguessuga fez meu sangue ferver, mas por outro lado eu tinha que entender, pois eles eram amigos a bastante tempo, mas era difícil controlar. E o que mais me impressionou foi ver a coragem dela diante do desconhecido, vê-la enfrentando uma sanguessuga e ficando por cima da situação. Quando contássemos isso para os outros eles iriam pirar. Como uma simples humana poderia afetar um sanguessuga? Assim que chegamos fomos direto falar com Sam.
_ Sam precisamos conversar. –Jake disse seriamente.
_ Quando contarmos você vai pirar! –Eu disse eufórico.
_ Pela cara de vocês parece serio.
Sem perder tempo deixei Jake falar, ele é melhor que eu nas palavras. Ao terminar de narrar o ocorrido a expressão de Sam era preocupada.
_ Temos que descobrir o que está acontecendo com ela. Não sabemos com o que estamos lidando. –Ele disse olhando seriamente para Jake.
_ Algum problema irmão?
_ A Lála e a Álex são irmão gêmeas, será que... –Jake não conseguiu terminar a frase.
_ Calma Jake. Vamos torcer pra isso tudo não ser algo tão serio assim. Assim que der quero vocês com elas. Quero que vocês a testem, pra ver onde vai a força delas.
_ Ok, vamos ficar de olho. –Jake disse abaixando a cabeça por um momento e depois olhando para Sam novamente. –Eu vou pra casa descansar, a noite a gente se fala.
_ Vai lá irmão. –Disse Sam dando um murro de leve no ombro de Jake. –Depois conversamos.
Nisso Jake sai.
_ Ele está muito preocupado.
_ Claro Paul! Você não está preocupado por sua imprinting ter uma super força e que é capaz de derrubar um vampiro? Já sabemos que ela não é humana, nos resta descobrir o que ela é.
As palavras de Sam não saíram de minha cabeça, percebi que realmente se tratava de algo sério. Bruxa eu tinha certeza que ela não era... vampira também não, pois eles fedem e a Lála tem um cheiro bem gostoso, apesar que nos últimos dia o cheiro dela está mais cítrico, mas ainda continua gostoso... Eu realmente estava bolado com aquilo e tentaria o impossível para descobrir o que é e assim por ajuda-la. Logo me despedi de Sam e também fui pra minha casa descansar.
(***)
_ A mamãe realmente está brava.
_ Deixa ela Álex, ela só vive de aparência, apenas isso é que a faz feliz. Ela não está nem aí com a gente ou
você ainda não percebeu?
_ Calma Lála, não queira descontar sua raiva na mamãe.
_ Não estou fazendo nada disso. É fato minha irmão, nossa mãe não está nem aí com a gente e quando digo isso pode ter certeza de que até o papai está no meio. – Eu disse me deitando na cama.
_ E o Emmett?
_ O que tem? –Eu disse olhando para minha irmã.
_ Agora que você descobriu que ele é afim de você, o que vai fazer?
_ Realmente não sei. –Eu disse me sentando. –Eu não quero estragar a nossa amizade... Eu gosto dele como amigo apenas, ele é como um irmão pra mim, nunca o olhei como homem.
_ Saiba que agora você travou uma guerra com a Rosalie.
_ Manda aquela lôra aguada ir se...
_ Calma irmãzinha, não vale a pena se exaltar por causa dela.
_ Hoje eu não aguentei, tive que meter a mão na cara dela. Essa garota me tira do sério!
_ Eu só não entendi uma coisa...
_ O que?
_ Porque todos te olharam como se tivessem visto um fantasma só porque você socou a mão nela?
_ Sei-lá, e nem me interessa. Com certeza eles acharam que ninguém mexeria com um dos intocáveis Cullen.
Todos tem medo deles, mas eu nunca vou abaixar a cabeça pra algum deles.
_ Certo, mas agora vamos nos arrumar, se não daqui a pouco a mamãe vai começar a falar na orelha.
_ Ok, vamos.
(***)
_ Mas o que foi tudo aquilo Edward?
_ Não sei Bella, só quem poderá nos explicar é Alice. –Eu disse entrando na mansão que estava com a porta destruída, com certeza Rosalie passou e arrebentou a porta de raiva.
_ Nossa... A Rosalie realmente está brava. –Bella disse olhando para o que sobrou da porta.
_ Vamos procurar Alice.
Logo entramos e as perguntas começaram.
_ Mas o que está acontecendo? Porque a Rosalie entrou aqui como um furacão? –Esme perguntou aflita.
_ Ela teve um desentendimento feio com o Emmett, mas cadê todo mundo?
_ O Carlisle ainda está no hospital e Alice e Jasper foram caçar.
_ Ligue pro Carlisle peça pra ele vir pra casa, a coisa realmente é séria.
_ Como assim séria Edward?
_ Envolve uma humana Esme, e não é qualquer humana.
Sem ter o que fazer Esme foi ligar para Carlisle enquanto que eu fui ligar para Alice, mas quando peguei o celular a senti próxima a mansão.
_ Que foi Edward? –Disse Bella notando minha fisionomia.
_ Alice ta chegando e não tem boas noticias.
Não demorou muito e a baixinha apareceu na sala junto com Jasper.
_ Como está a Rosalie? –Ela perguntou preocupada.
_ Pelo estado da porta você deve imaginar. –Eu forcei um sorriso.
_ Só espero que Carlisle não demore.
Ficamos na sala apenas ouvindo os gritos de Rosalie e de Emmett esperando Carlisle chegar. Vinte minutos depois ouvimos o barulho do carro e logo ele estava junto de nós na sala.
_ Mas o que ouve aqui? Onde está a Rosalie?
_ Já faz tempo que ela e o Emmett estão discutindo feio lá em cima.
_ Mas o que está acontecendo Edward?
_ O Emmett anda tendo uma amizade com uma humana, mas essa amizade já está se transformando em um
sentimento real, e a Rosalie está espumando de raiva. Hoje o Emmett levou essa humana pra passear e a
Alice teve uma visão e contou pra Rosalie.
_ Não tive culpa, eu não sabia o que estava acontecendo. Ela me perguntou onde ele estava e eu disse apenas que o vi com a Bella e duas meninas do colégio... Aí ela saiu daqui como um furacão.
_ Enfim, a Rosalie apareceu na casa dessa menina e elas se desentenderam. Ela é namorada do Paul, um dos transmorfo, e pra complicar o Emmett vive provocando o cara.
_ O Emmett não vai crescer nunca. –Disse Alice revirando os olhos.
_ Só sei que hoje a Larissa não aguentou as provocações da Rosalie e partiu pra cima.
_ Como assim foi pra cima? O que ela fez com a humana? –Carlisle estava em choque.
_ Pelo contrario... Foi a Larissa quem fez. Ela empurrou a Rosalie que foi parar longe.
_ O que? Como assim ela empurrou a Rosalie?
_ Também não sabemos. Ela conseguiu enfrentar uma vampiro, você tem noção disso Carlisle?
_ Essa garota com certeza não é humana, mas o que é afinal?
_ É o que temos que descobrir. Eu pensei que Alice pudesse nos ajudar.
_ Desculpe Edward, eu não tive mais nenhuma visão com as humanas.
_ Pior que o Emmett está afim da Larissa... Isso ainda vai render muita confusão.
_ Vou tentar conversar com eles. Amanhã vocês vão me apresentar essa garota.
_ Tudo bem. –Eu disse pegando na mão de Bella. –Eu vou levar a Bella pra casa.
_ E eu vou subir com você Carlisle, acho que vou poder ajudar. –Disse Jasper.
Depois que Bella se despediu de todos a levei para casa.
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